

Terça-feira, dia 6 de Abril, às 6:30 da manhã.
Um pouco atrasada para a faculdade, como de costume, ao terminar o café ligo a tv. Eis que a imagem não é uma simples notícia do trânsito mas também não é algo que eu nunca tenha visto.
A primeira cena é a Praça da Bandeira (ponto estratégico da Zona Norte) inundada, carros com água quase até o teto! Lembrei que algumas semanas atrás eu tinha visto uma cena parecida ao passar próximo à Praça da Bandeira. Pensei: "Bom, deve ter chovido a noite inteira e a Zona Norte está abandonada."
A Praça da Bandeira é conhecida por suas enchentes e, por isso, costuma "dar um nó" na cidade, já que dá acesso a vários bairros da Zona Norte e onde há grande quantidade de linhas de ônibus. Até eu, uma simples universitária, estudei (ainda no colégio) que ela é um local propício às enchentes, devido à sua localização geográfica (como se estivesse num nível abaixo da cidade). Será que os governantes faltaram a essa aula? Sei que a obra para acabar com essa situação é cara, mas ela nunca nem é matéria de propaganda política. Ou seja, nem para ganhar voto ela é usada.
Ainda empolgada para ir à faculdade, eis que vejo a cena derradeira. A Rua Jardim Botânico estava alagada também. Pronto, não tem como ir à PUC. Também nessa hora o sono já tinha ido embora e a curiosidade de entender o que estava acontecendo falou mais alto. Eu ainda não tinha compreendido a extensão da tragédia que se abatia sobre o Estado.
O que vi a seguir foi uma barbaridade. Se achei que tudo aquilo não passava de um descuido com a Zona Norte conjugado com a força da natureza, percebi que, na verdade, o Estado do Rio de Janeiro estava abandonado. A natureza rebelou-se, tá certo, não tinha como prever. Mas se o Estado tivesse estrutura, de repente, o estrago teria sido menor.
O dia foi marcado por um caos generalizado: pessoas estavam em seus carros dormindo desde a noite anterior; a Lagoa Rodrigo de Freitas transbordou (levando um pedalinho até a pista); o Túnel Rebouças (sentido Zona Sul) fechou, já que as pistas da Lagoa estavam alagadas; o rio Maracanã transbordou levando peixes para dentro dos prédios; poucos comerciantes e comerciários conseguiram chegar às suas lojas para trabalhar etc. Cada bairro sofreu de alguma forma.
E Niterói? Hoje é a imagem de uma cidade devastada.
E de quem é a culpa? Tem culpado? Ocupação desordenada: culpa do governo que não dá assistência ou daqueles que não têm para onde ir? O tempo mudou de vez e essas chuvas serão constantes? Será que teremos grande obras? Será que as grandes obras serão apenas para a Copa e para as Olimpíadas? Nosso efetivo do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil comporta atender a demanda de uma tragédia como essa?
Ficam no ar muitos assuntos para as próximas postagens.
Um pouco atrasada para a faculdade, como de costume, ao terminar o café ligo a tv. Eis que a imagem não é uma simples notícia do trânsito mas também não é algo que eu nunca tenha visto.
A primeira cena é a Praça da Bandeira (ponto estratégico da Zona Norte) inundada, carros com água quase até o teto! Lembrei que algumas semanas atrás eu tinha visto uma cena parecida ao passar próximo à Praça da Bandeira. Pensei: "Bom, deve ter chovido a noite inteira e a Zona Norte está abandonada."
A Praça da Bandeira é conhecida por suas enchentes e, por isso, costuma "dar um nó" na cidade, já que dá acesso a vários bairros da Zona Norte e onde há grande quantidade de linhas de ônibus. Até eu, uma simples universitária, estudei (ainda no colégio) que ela é um local propício às enchentes, devido à sua localização geográfica (como se estivesse num nível abaixo da cidade). Será que os governantes faltaram a essa aula? Sei que a obra para acabar com essa situação é cara, mas ela nunca nem é matéria de propaganda política. Ou seja, nem para ganhar voto ela é usada.
Ainda empolgada para ir à faculdade, eis que vejo a cena derradeira. A Rua Jardim Botânico estava alagada também. Pronto, não tem como ir à PUC. Também nessa hora o sono já tinha ido embora e a curiosidade de entender o que estava acontecendo falou mais alto. Eu ainda não tinha compreendido a extensão da tragédia que se abatia sobre o Estado.
O que vi a seguir foi uma barbaridade. Se achei que tudo aquilo não passava de um descuido com a Zona Norte conjugado com a força da natureza, percebi que, na verdade, o Estado do Rio de Janeiro estava abandonado. A natureza rebelou-se, tá certo, não tinha como prever. Mas se o Estado tivesse estrutura, de repente, o estrago teria sido menor.
O dia foi marcado por um caos generalizado: pessoas estavam em seus carros dormindo desde a noite anterior; a Lagoa Rodrigo de Freitas transbordou (levando um pedalinho até a pista); o Túnel Rebouças (sentido Zona Sul) fechou, já que as pistas da Lagoa estavam alagadas; o rio Maracanã transbordou levando peixes para dentro dos prédios; poucos comerciantes e comerciários conseguiram chegar às suas lojas para trabalhar etc. Cada bairro sofreu de alguma forma.
E Niterói? Hoje é a imagem de uma cidade devastada.
E de quem é a culpa? Tem culpado? Ocupação desordenada: culpa do governo que não dá assistência ou daqueles que não têm para onde ir? O tempo mudou de vez e essas chuvas serão constantes? Será que teremos grande obras? Será que as grandes obras serão apenas para a Copa e para as Olimpíadas? Nosso efetivo do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil comporta atender a demanda de uma tragédia como essa?
Ficam no ar muitos assuntos para as próximas postagens.

